Wednesday, April 27, 2011

Falando de Destino.

"...e foi ficando cada dia mais fraco, mais delicado, mais amargo e a cada passo mais solitário."

Com aquele mesmo ar gélido do inverno se aproximando, o passado retoma sua forma, liderando o caminho e entorpecendo a mente. A pessoa vai aos poucos ficando fraca, não tem mais a resistência e psicológico que tinha antes, de tempos em tempos a memória vai ficando falha, o espírito pesado e as dores constantes. A pessoa que aprendeu esse caminho em vida uma vez, vai tratar do assunto com a mesma naturalidade da anterior, com a forma que aprendeu a tratar disso. Os humores vão variando com maior intensidade, as lágrimas rolam pela face sem nem ao menos saber o por que e o coração vai amargando, vai ficando triste e entregue. A solidão foi a forma com que aprendeu a tratar do assunto, a solidão foi seu porto seguro, a solidão era o que tinha naquele cardápio, naquele dia, hoje a solidão não é necessária, é apenas opcional. Mas como ensinar um coração machucado, uma mente retraida e uma alma dolorida que o caminho percorrido pode ser diferente? É a pergunta que não quer calar. Os passos são automáticos, os atos são constantes, o sofrimento fala baixinho ao pé do travesseiro, o corpo cansa mais rápido, se fazer de forte é o natural, afinal, a vida continua até o seu último sopro, mas tem horas que não adianta forçar e é preciso descansar, é preciso tentar se encontrar dentro de seu sono.
Sono lembra o inconsciente, aquele com quem conversamos todos os dias e noites, acordados ou em estado de sonolência, é aquele, que arduamente te lembra de todos os seus passos, seus deveres e naquele momento de fraqueza, é quem te mostra o que acontece...ou o que você pensa que acontece.
É uma caminhada sobre pedras, lava, águas fundas, cacos de vidro. Hoje você está de bem com a vida, sorriso no rosto e se divertindo até com o stress, mas de um minuto para o outro, entra o fator inconstância, você cede ao acontecimento, as dores, as dificuldades e a fraqueza.
Admitir é um passo complicado, é um passo difícil e que traz muito desconforto, por consequencia disso, você acaba dividindo algo que quer eternamente guardar para o próprio peito, dizem ser necessário compartilhar por que ajuda a mente trabalhar com maior esforço. Mas quem um dia aprendeu a ficar calado, não vai aprender tão fácil que pode abrir a boca, não existe disposição para abrir a boca e espalhar aos ventos. É particular, é meu.

Tuesday, April 12, 2011

Ainda me lembro dos dias frios e solitários, das noites quietas e assustadoras, ainda bem me lembro da solidão constante que era naqueles lugares estranhos, dando a cara a tapa, dando o coração a flecha, dando a dor a ilusão.
Ainda me lembro quando dei basta, queria calor, queria barulho, queria compania e depois que tive, me parecia melhor aqueles tempos frios e solitários.
Qual o propósito da intervenção? Qual o propósito do simples querer e ter uma simples aceitação? É naqueles dias onde a febre te domina, o mundo cai e o caos prolifera que a vontade de se esconder em algum quilometro por ai aumenta.
Cansou, paz e silêncio, é o que pedia. O que ganhou? Terror e barulho.