"...ele ia inalando suavemente aquele entorpecente odor de chuva que infestava seu quarto enquanto as gotas caim ferrozmente lá fora.
Uma música suave tocava e ele não conseguia adormecer...
...por que algo lhe remetia aquela situação, um deja-vu, e aos poucos sentia um vazio na mente, um frio entre os braços e por fim compreendeu...era apenas saudades, de você.
...acordou assustado e com frio na solitária e quieta noite.
Cobriu-se da forma que pode mas, mesmo assim, seu corpo não esquentava...Fechou os olhos procurando calor e abrigo, por fim, achou...
...memórias de um corpo feminino cheio de curvas e silhuetas que a muito haviam se embrenhado em seu escuro, em seu calor.
Ele abriu os olhos e sorriu desejando aquele calor que é dela, é seu.
...Algo lhe dizia que não era pelo acaso que sempre por volta das três horas da manhã ele se inspirava em escrever.
Por destino da chance ele parou, se intrigou e recordou, não eram apenas lembranças...
...ou desejos reprimidos. Era saudade de respirar o gélido vento umido das noites molhadas, assumir a saudade que aponderava seu coração e confessar...você me faz falta."
(26-3.06/27-2.33/28-2.55)