Wednesday, December 28, 2011

A SMS for the truth.

"...ele ia inalando suavemente aquele entorpecente odor de chuva que infestava seu quarto enquanto as gotas caim ferrozmente lá fora.
Uma música suave tocava e ele não conseguia adormecer...
...por que algo lhe remetia aquela situação, um deja-vu, e aos poucos sentia um vazio na mente, um frio entre os braços e por fim compreendeu...era apenas saudades, de você.
...acordou assustado e com frio na solitária e quieta noite.
Cobriu-se da forma que pode mas, mesmo assim, seu corpo não esquentava...Fechou os olhos procurando calor e abrigo, por fim, achou...
...memórias de um corpo feminino cheio de curvas e silhuetas que a muito haviam se embrenhado em seu escuro, em seu calor.
Ele abriu os olhos e sorriu desejando aquele calor que é dela, é seu.
...Algo lhe dizia que não era pelo acaso que sempre por volta das três horas da manhã ele se inspirava em escrever.
Por destino da chance ele parou, se intrigou e recordou, não eram apenas lembranças...
...ou desejos reprimidos. Era saudade de respirar o gélido vento umido das noites molhadas, assumir a saudade que aponderava seu coração e confessar...você me faz falta."
(26-3.06/27-2.33/28-2.55)

Thursday, August 25, 2011

Prelúdio de um Aniversário

Era a manhã da véspera de seu aniversário, de certa forma, acordou em um estado de tensão pré-aniversário, aquele sentimento de impotência, inferioridade, depressão temporária e desejo por atenção.
Em especial neste dia, ele faria a festa pelo qual ele planejou todo o seu ano, por essa noite em especial, a virada da meia noite, a transição da data, toda aquele misticismo bobo, mas que para alguns é algo em especial, algo que transforma essas 24 horas de exclusividade, feriado particular, o fim de um ciclo, o começo do próximo em seu momento de brilhar, seu momento de atenção, onde todos parecem olhar sob ele e notar-lo, deseja-lo, admira-lo, enciúma-lo.


Prelúdio
Ele estava mais uma vez se recuperando da queda que ela havia causado, ele tentava se regenerar como pessoa e acima de tudo, tentava terminar de colar os pedaços particionados de seu coração que se espalharam pelo caminho, ao longo dos últimos meses em que enfrentou outra decepção amorosa e mais uma vez, pela mesma mulher.
A impressão e a conclusão que havia chego, era de que todas as vezes em que chegavam ao ápice de seu envolvimento, onde palavras fortes de carinho e desejos repentinos se despertavam sem nem pensarem, sem nem programarem, apenas soltavam o que sentiam.
Em uma noite qualquer, uma noite sem um que qualquer de especial, eles mais uma vez tiveram o destino se cruzando, determinando que haveria mais um capítulo.
De forma tímida e cuidadosa, poucos emails foram trocados ao longo de alguns dias até o momento onde uma conversa de fato teria que acontecer.
Em uma noite fria, ele se encontrava afundado em uma poltrona, envolto à vários cobertores e camadas de roupas, computador no colo, fone no ouvido e em um minuto qualquer como todos os outros, o mensageiro instantâneo desperta, revelando que aquela, aquela mais uma vez lhe procurava.
Tenso, respirou fundo, pensou por alguns minutos se devia dar inicio à aquela conversa, tendo consciência de que se “sim”, mais uma vez essa jornada se iniciaria, que se “não” ele continuaria em frente, terminando de reparar o último estrago feito em seu coração.
Adivinhe? Ele optou pelo sim.
Uma conversa tímida se desenrolou pelos primeiros minutos trocados, até que ela soube como laçar-lo novamente em uma conversa mais profunda, em que ambos já conhecem o território e já sabem por onde explorar. Lembranças foram compartilhadas, momentos relembrados e ternuras frias foram ditas.
Ele havia planejado ao longo do ano, aquela noite em especial, de seu aniversário, junto com a fadada de seu destino, eles se perderam no meio do caminho, ele seguiu planejando, mas, sabia que de uma forma ou outra, tinha algo faltando, tinha a essência de toda a situação faltando e acima de tudo, ele demorou à perceber, mas, era ela que estava faltando.
Ele lembro, ele forçou, eles planejaram, ela confirmou presença, ele se manteve frio por fora, pulando por dentro, mas tomando todos os cuidados para não se envolver demais naquela situação,afinal, a cola em seu coração ainda estava fresca, cedo demais para forçar os batimentos e causar um novo dano e passar mais uma vez por aquela caminhada da reconstrução.
Era hora de dormir, tudo estava planejado, bastava aquela manhã de véspera de seu aniversário começar, uma tarde inteira se consumar e por fim, ele iria buscar-la.

Sunday, June 26, 2011

Lost.

When you realized that you've lost...

...the one you love;
...your family;
...your home;
...your inner cycle;
...your colors;
...your social life;
...your social network;
...your self id;

and you have to admit that you...

...don't know what to do;
...don't know where to go;
...don't know what to listen;
...don't know what to watch;
...don't know what to read;
...don't know what to love;
...don't know what to think;

...The only thing that you really know is...

...How near, how far;
...My heart and mind are.

Wednesday, April 27, 2011

Falando de Destino.

"...e foi ficando cada dia mais fraco, mais delicado, mais amargo e a cada passo mais solitário."

Com aquele mesmo ar gélido do inverno se aproximando, o passado retoma sua forma, liderando o caminho e entorpecendo a mente. A pessoa vai aos poucos ficando fraca, não tem mais a resistência e psicológico que tinha antes, de tempos em tempos a memória vai ficando falha, o espírito pesado e as dores constantes. A pessoa que aprendeu esse caminho em vida uma vez, vai tratar do assunto com a mesma naturalidade da anterior, com a forma que aprendeu a tratar disso. Os humores vão variando com maior intensidade, as lágrimas rolam pela face sem nem ao menos saber o por que e o coração vai amargando, vai ficando triste e entregue. A solidão foi a forma com que aprendeu a tratar do assunto, a solidão foi seu porto seguro, a solidão era o que tinha naquele cardápio, naquele dia, hoje a solidão não é necessária, é apenas opcional. Mas como ensinar um coração machucado, uma mente retraida e uma alma dolorida que o caminho percorrido pode ser diferente? É a pergunta que não quer calar. Os passos são automáticos, os atos são constantes, o sofrimento fala baixinho ao pé do travesseiro, o corpo cansa mais rápido, se fazer de forte é o natural, afinal, a vida continua até o seu último sopro, mas tem horas que não adianta forçar e é preciso descansar, é preciso tentar se encontrar dentro de seu sono.
Sono lembra o inconsciente, aquele com quem conversamos todos os dias e noites, acordados ou em estado de sonolência, é aquele, que arduamente te lembra de todos os seus passos, seus deveres e naquele momento de fraqueza, é quem te mostra o que acontece...ou o que você pensa que acontece.
É uma caminhada sobre pedras, lava, águas fundas, cacos de vidro. Hoje você está de bem com a vida, sorriso no rosto e se divertindo até com o stress, mas de um minuto para o outro, entra o fator inconstância, você cede ao acontecimento, as dores, as dificuldades e a fraqueza.
Admitir é um passo complicado, é um passo difícil e que traz muito desconforto, por consequencia disso, você acaba dividindo algo que quer eternamente guardar para o próprio peito, dizem ser necessário compartilhar por que ajuda a mente trabalhar com maior esforço. Mas quem um dia aprendeu a ficar calado, não vai aprender tão fácil que pode abrir a boca, não existe disposição para abrir a boca e espalhar aos ventos. É particular, é meu.

Tuesday, April 12, 2011

Ainda me lembro dos dias frios e solitários, das noites quietas e assustadoras, ainda bem me lembro da solidão constante que era naqueles lugares estranhos, dando a cara a tapa, dando o coração a flecha, dando a dor a ilusão.
Ainda me lembro quando dei basta, queria calor, queria barulho, queria compania e depois que tive, me parecia melhor aqueles tempos frios e solitários.
Qual o propósito da intervenção? Qual o propósito do simples querer e ter uma simples aceitação? É naqueles dias onde a febre te domina, o mundo cai e o caos prolifera que a vontade de se esconder em algum quilometro por ai aumenta.
Cansou, paz e silêncio, é o que pedia. O que ganhou? Terror e barulho.

Friday, February 25, 2011

Várias Milhas até Chegar.

Primorosa era aquela noite, estrelas brilhando no escuro céu, a brisa dos quinze graus, a pele gélida e seca, porém, o olhar morto e triste no rosto, a fumaça do cigarro fazia contraste único com as luzes do painel, do som, da lua.
A lágrima descia inconsciente, o coração se debatia dentro do peito indeciso entre o destino fatal e o sofrimento do próximo.
Eis que ele percebeu, a estrada era longa, a dor era de muitas milhas atrás e ainda tinha um maço inteiro de cigarro para fazer contraste com aquela iluminação e só pensou que ainda tinha muitas milhas pela frente antes de poder dormir, descansar.